Ato no Rio homenageia Vladimir Herzog

De esquerda para direita.: O Diretor Administrativo ABI, Marco Gomes – O Presidente ABI, Otávio Costa – O delegado CONI e ASIB, Alfredo Apicella.

 

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A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) homenageou o jornalista Vladimir Herzog, símbolo da luta pela democracia e da resistência contra a ditadura militar no Brasil. Na sede da ABI, no Rio de Janeiro, foi realizada uma cerimônia em sua memória, com a presença do presidente da associação e de muitos jornalistas. A homenagem incluiu a fixação de uma faixa na porta da sede da ABI, onde permanecerá durante todo o ano, marcado oficialmente como o “Ano Vladimir Herzog”. A iniciativa visa preservar a memória do jornalista assassinado em 1975 no DOI-CODI, e destacar sua importância para a defesa da ética, dos direitos humanos e da liberdade de expressão. No mesmo evento, esteve presente Alfredo Apicella, diretor esportivo e jornalista, representando Giuseppe Arno, presidente da Associação Stampa Italiana no Brasil (ASIB), demonstrando o apoio também da comunidade italiana à valorização da memória de Herzog. A associação italiana tem atuado em parceria com a ABI em eventos de valorização da imprensa livre e da democracia. Vladimir Herzog teve um papel decisivo na história recente do Brasil, tendo sido torturado e morto pelo regime militar devido à sua atuação como jornalista e à sua militância política. Sua morte provocou ampla comoção e marcou o impulso para a redemocratização do país. A homenagem da ABI em 2025 reforça o compromisso da imprensa brasileira com a memória e a justiça, assegurando que o legado de Herzog continue vivo e presente na luta pelos direitos humanos e pela liberdade de expressão. Esta homenagem também contou com o apoio do Instituto Vladimir Herzog, que mantém importante acervo e memória sobre sua vida e obra, além da sua atuação como professor e jornalista de TV Cultura. O Ano Vladimir Herzog empenha-se em promover reportagens, eventos e debates como forma de manter viva a memória contra o apagamento histórico promovido pela repressão do passado.

Alfredo Apicella

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