Evento reuniu academia e profissionais em três capitais e reforçou o papel da imprensa diante dos desafios eleitorais e das notícias falsas
A 4ª Semana Nacional de Jornalismo promovida pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) foi encerrada no dia 17 de abril, no Rio de Janeiro, consolidando-se como um espaço qualificado de reflexão sobre um dos temas mais urgentes da atualidade: a desinformação. Sob o eixo “Notícias falsas, desinformação e manipulação”, o evento percorreu diferentes centros acadêmicos do país, conectando teoria e prática em um momento particularmente sensível para a democracia brasileira.
A abertura ocorreu na Universidade de São Paulo (USP), seguida por debates na Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza, culminando no encontro final na sede da ABI. A mesa de encerramento reuniu nomes do meio acadêmico e do jornalismo, sob mediação de Vitor Iorio, oferecendo um panorama consistente dos desafios enfrentados pela profissão.
Em ano eleitoral, o foco do evento mostrou-se especialmente oportuno. As discussões evidenciaram como a disseminação de notícias falsas impacta não apenas o cotidiano dos cidadãos, mas também a estabilidade das instituições e o próprio funcionamento do regime democrático. Mais do que denunciar o problema, os participantes buscaram caminhos para práticas jornalísticas mais seguras, responsáveis e eficazes no combate à desinformação.
Apesar do êxito geral, duas mesas previstas não puderam ser realizadas, em razão de paralisações na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e na Universidade de Brasília. A decisão da ABI de não substituir essas atividades, em respeito às reivindicações dos servidores, reforçou o compromisso da entidade com a valorização da educação pública e de seus profissionais.
O saldo final é amplamente positivo. A iniciativa reafirma o papel central da ABI como promotora de um jornalismo crítico e consciente, capaz de enfrentar as distorções informativas do nosso tempo. Em tempos de ruído excessivo, encontros como este lembram que a boa informação ainda exige método, debate e, sobretudo, responsabilidade.
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Redação ASIB
